Abril 2009
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por ONG OBA em 24 Abr 2009 | sob: Reportagens
O Site Setor3, uma iniciativa do SENAC, divulgou em seu site no último dia 23 de abril a grade completa de oficinas, palestras e cursos oferecidos pela ONG Banco de Alimentos.
“Reduzir o colesterol e triglicérides, saber o que provoca anemia, combater a obesidade e cuidar melhor do coração com base em uma alimentação saudável estão entre os temas das palestras e oficinas de maio e junho da ONG Banco de Alimentos. Os eventos acontecem na sede da instituição, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
A ONG Banco de Alimentos destacará em maio temas como obesidade, coração, nutrição no diabetes, triglicérides e colesterol, entre outros, sempre sob a ótica da ciência da Nutrição e de sua colaboração para as causas, fatores de risco, prevenção e tratamento de problemas de saúde que afetam grande parte da população.
Nas Oficinas Culinárias da ONG, os participantes aprendem receitas práticas, saborosas e saudáveis. O tema da oficina de maio será “Alface sempre à mesa sem cair na rotina”. Usada em geral na preparação de saladas, a alface é uma das hortaliças mais consumidas no Brasil. Trata-se de uma folha que tem grandes quantidades de vitamina A, C, Niacina e alguns minerais (cálcio, fósforo e ferro). É comum ser utilizado em saladas. A oficina dará várias dicas de receitas alternativas para a alface, incluindo a preparação de tortas, geleias e sopas.
As receitas foram criadas pelas nutricionistas da ONG Banco de Alimentos, Aline Risatto Teixeira e Isabel Marçal. Além de respeitar o meio ambiente, os pratos são inovadores e igualmente saborosos e nutritivos.”
Publicado por ONG OBA em 24 Abr 2009 | sob: Reportagens
A ONG Banco de Alimentos foi destaque no Portal Terra/Mercado Ético. Veja a reportagem abaixo:

A perda de alimentos, na maioria das vezes, ocorre por despreparo das pessoas do ramo da agroindústria e dos consumidores. Na hora da colheita, a uva é arremessada lá do alto da parreira para o chão, sem amortecedor. No transporte, as bananas vêm amassadas pelas caixas de madeira empilhadas umas sobre as outras. Nos centros atacadistas, os abacaxis que vieram amontoados nos caminhões continuam amassados no balcões de venda.
Nos mercados, os consumidores amassam a cebola com as mãos, enfiam a unha no chuchu e quebram a ponta da vagem para checar se o produto tem qualidade. Se o alimento não agradar o exigente comprador, o destino da cebola, do chuchu ou da vagem é o lixo. Ninguém vai querer uma comida amassada ou quebrada, mesmo que ela ainda esteja boa para consumo.
Estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Centro de Agroindústria de Alimentos mostra que 10% do desperdício no Brasil ocorrem durante a colheita; 50% no manuseio e transporte dos alimentos; 30% nas centrais de abastecimento; e os últimos 10% ficam diluídos entre supermercados e consumidores. ‘‘Todo mundo é responsável pela co-criação dessa realidade de fome versus desperdício”, avalia a nutricionista da ONG Banco de Alimentos, Aline Teixeira.
Poder de venda X poder de consumo
É preciso aceitar que a fome e o desperdício de alimentos são dois dos mais relevantes problemas que o Brasil. A partir disso, é possível mudar a realidade.
Por exemplo, o caso dos produtos que não passam no controle de qualidade. Quando eles perdem o poder de venda, vão direto para o lixo, mesmo que ainda possam ser consumidos. “Se os produtos estão embalados, dentro do prazo de validade e não foram violados, eles podem ser consumidos. Esses produtos perdem seu poder de venda, mas não de consumo” explica Aline.
O alimento que teria o lixo como destino constitui-se na matéria prima do trabalho da ONG Banco de Alimentos. É como se fosse colhido pela segunda vez. “Daí o conceito de colheita urbana”, ilustra a nutricionista. Desde 1999 a ONG já arrecadou mais de 3 mil toneladas de alimentos. Ajudando mais de 50 entidades, a ONG conta com o apoio de mais de 50 empresas doadoras de alimentos, além de parceiros e apoiadores da idéia.
Ensinando a pescar
Operacionalmente, o Banco de Alimentos busca onde sobra e entrega onde falta. Os alimentos fornecidos pelas empresas doadoras são distribuídos entre instituições beneficentes cadastradas, possibilitando a complementação alimentar de todas as pessoas assistidas pelas instituições.
Mas se a idéia é combater a fome, é preciso, também, combater o desperdício. A ONG oferece cursos para aproveitar melhor os alimentos. As capacitações técnica gratuitas são voltadas aos funcionários das instituições cadastradas. Para a comunidade em geral a entidade também oferece palestras e oficinas culinárias. “É preciso aprender a diversificar o uso dos alimentos, entender o consumo das partes não convencionais como cascas, folhas e talos. Tudo isso compõe uma parte importante para combater o desperdício e consecutivamente a fome”, reforça Aline.
Em caso de crise, aposte na educação nutricional
O papel da educação nutricional, de auxiliar indivíduos a estabelecer práticas e hábitos alimentares adequados às suas necessidades nutricionais de acordo com os recursos alimentares locais, hábitos alimentares, condição sócia econômico, cultural, antropológica, psicológica e outras, torna-se um elemento fundamental da sustentabilidade.
Em época de crise e aumento no preço dos alimentos conhecer melhor o que se compra e o como se come, ajuda a reduzir custos pessoais, além de ser uma prática boa para o planeta. “Cada vez mais pessoas querem aprender como aproveitar bem e integralmente os alimentos. Isso é bom para todo mundo afinal, não precisamos ser impotentes diante da realidade da fome e do desperdício. Podemos fazer alguma coisa, sempre.”, diz Aline.
Para saber mais
O Banco de Alimentos, trabalha, efetivamente, desde janeiro de 1999. Seu objetivo é minimizar os efeitos da fome, através do combate ao desperdício de alimentos e promover educação e cidadania.
Leticia Freire, do Mercado Ético
Publicado em 23 de abril de 2009
Publicado por ONG OBA em 16 Abr 2009 | sob: Cursos, Oficinas Culinárias e Palestras
Neste mês de maio teremos uma programação especial com Flávio Passos sobre Alimentação Ecológica. Serão 4 módulos dedicados a se alimentar com saúde e de forma totalmente natural. Venha participar conosco!
Publicado por ONG OBA em 07 Abr 2009 | sob: Área Científica
ANÁLISE DOS PONTOS FORTES, FRACOS, OPORTUNIDADES E AMEAÇAS DA ÁREA DE NUTRIÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO NÃO- GOVERNAMENTAL.
(Realizado na Instituição Raio de Luz)
SILVA, P.B.*; BRAVO, V.A.*; ROMANO,E.C.**; RISSATTO,A.***; MARÇAL,I***.
*Acadêmicas da Universidade Cruzeiro do Sul.
**Professora orientadora da Universidade Cruzeiro do Sul.
***Nutricionistas da ONG Banco de Alimentos.
Objetivo: Analisar os PFOA (Pontos Fortes, Fracos, Oportunidade e Ameaças) direcionados ao Marketing Nutricional da ONG Banco de Alimentos.
Objetivos específicos: Executar e analisar as ações desenvolvidas pela organização para a prestação de serviços à comunidade atendida; identificar os pontos fracos e fortes de cada atividade nutricional desenvolvida pela ONG; identificar as oportunidades e ameaças que cada trabalho representado para a população alvo.
População Alvo: 27 crianças com idades entre 0 e 12 anos, beneficiadas pela instituição visitada.
Resultados: Com relação á análise do Estado nutricional. No índice Peso/Idade, apenas 1 das 4 crianças apresentaram baixo peso para idade. No índice IMC/Idade 1 criança apresentou baixo IMC para a idade. Com relação à Estatura/Idade, 4 crianças estavam com a estatura abaixo do esperado para a idade. No índice de Massa Corporal, 4 adolescentes mostraram baixo peso severo.
O consumo alimentar, com relação ao cardápio da instituição, o número de refeições está adequado. Houve repetição de alimentos no desjejum e ceia por 3 dias seguidos. As crianças do berçário consomem sopa todos os dias, mas com alimentos variados.
Palavras chave: Crianças; adolescentes; antropometria; terceiro setor; marketing nutricional.
Publicado por ONG OBA em 01 Abr 2009 | sob: Área Científica
AVALIAÇÃO DOS PERFIS ANTROPOMÉTRICO E ALIMENTAR DE UM CENTRO DE JUVENTUDE DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO.
SOUZA, Cecília Vieira Silva*; CHUQUI, Érika Fantaguci*; BERNI, Andrea Lorenzi**; TEIXEIRA, Aline Rissatto*** ; MARÇAL, Isabel***
* Estagiárias de nutrição do Centro Universitário São Camilo.
** Docente supervisora de estágio do Centro Universitário São Camilo.
*** Nutricionistas da ONG Banco de Alimentos.
Atualmente, a dieta dos adolescentes e das crianças é caracterizada pela preferência por alimentos de inadequado valor nutricional, com elevado teor de gordura saturada, colesterol e grande quantidade de sal e açúcar. O consumo excessivo destes alimentos pode aumentar a quantidade de gordura corporal, fator de risco para doenças crônicas, que acaba levando ao sobrepeso e obesidade. O Brasil passa por uma fase de transição nutricional, em que o déficit de peso decresce nas últimas décadas e a obesidade infantil aumenta. Por isso o papel da nutrição na infância é indiscutível, já que é nos primeiros anos de vida que o desenvolvimento acontece de forma marcante e começa-se a incorporar novos hábitos alimentares que irão influenciar no padrão alimentar dos mesmos no futuro. Neste estudo, foram avaliadas 26 crianças e 29 adolescentes com idade entre 6 e 14 anos. O consumo alimentar foi avaliado através da aplicação da anamnese alimentar e análise do cardápio institucional. Os dados antropométricos coletados foram peso, estatura, CA, CB, DCT e DCSE. A partir da análise dos dados, observou-se que existe uma elevada prevalência de crianças com excesso de peso quando se avalia os valores encontrados em relação ao índice IMC/I. A circunferência abdominal apresentou-se elevada em adolescentes pertencentes ao gênero feminino. Essas alterações podem levar ao surgimento de DCNT na fase adulta. A maioria da população em estudo apresenta hábitos alimentares inadequados, pois fazem a ingestão de alimentos com alto teor de gordura, baixo valor nutritivo e altamente calóricos, o que contribui para o desenvolvimento do excesso de peso. Entretanto, o cardápio que é oferecido pelo Centro de Juventude apresenta uma distribuição de alimentos saudáveis, o que pode contribuir para a criação de novos hábitos alimentares.
Palavras-chave: crianças, adolescentes, avaliação nutricional, consumo de alimentos, estado nutricional
Publicado por ONG OBA em 01 Abr 2009 | sob: Área Científica
PERFIL NUTRICIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE GESTANTES ATENDIDAS POR UMA INSTITUIÇÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO.
HENTZ, Alyne*; PALOS, Débora Regina*; BERNI, Andrea Lorenzi**; TEIXEIRA, Aline Rissatto*** ; MARÇAL, Isabel***
* Estagiárias de nutrição do Centro Universitário São Camilo.
** Docente supervisora de estágio do Centro Universitário São Camilo.
*** Nutricionistas da ONG Banco de Alimentos.
A gestação caracteriza-se pelo período de desenvolvimento do embrião no útero, onde as necessidades nutricionais estão elevadas. A adequada ingestão energética garante o ganho ponderal gestacional satisfatório. No terceiro setor situa-se a ONG Banco de Alimentos, que além de arrecadar e distribuir alimentos tem o papel de conscientizar e promover a educação nutricional. Com o intuito de prevenir desvios nutricionais durante a gestação, pós-parto e no crescimento do bebê, este estudo teve por objetivo analisar o estado nutricional e consumo alimentar de gestantes atendidas por uma instituição no município de São Paulo. O presente trabalho foi realizado em uma instituição em Santo André, no período de outubro a dezembro de 2008. Participaram do estudo 24 gestantes do Projeto “Mãe Maria”, com média de idade de 24,6 anos, sendo que a maior parte são primigestas e apresentam ensino médio completo. Um dos sinais e sintomas mais representativos (50%) foi a anemia, o que pode estar relacionado com a não suplementação de 21% das gestantes. Comparando o estado nutricional pré-gestacional com o gestacional atual, verificou-se um aumento do baixo peso (8,3% para 12,5%) e obesidade (8,3% para 25%) e uma diminuição de sobrepeso (25% para 12,5%). Os hábitos alimentares foram avaliados através do consumo alimentar qualitativo, onde observou-se um inadequado consumo das refeições intermediárias, sendo o único grupo de alimentos consumidos adequadamente o de cereais, pães e tubérculos (100%). Em contra partida, a freqüência de consumo de alimentos processados foi elevada, aumentando o risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como Hipertensão e Diabetes. Este trabalho conta com a aprovação em Comitê de Ética e assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido por parte das gestantes. Por fim, conclui-se que é de extrema importância a avaliação nutricional e o pré-natal para impedir desvios nutricionais durante a gestação.
Palavras-chave: gestantes, avaliação nutricional, consumo de alimentos, estado nutricional
Publicado por ONG OBA em 01 Abr 2009 | sob: Área Científica
PERFIL ANTROPOMÉTRICO E CONSUMO ALIMENTAR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES INSTITUCIONALIZADOS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO.
SANTOS, A.*; KNEIP, C.M.*;BERNI, A.L.**;RISSATTO, A.*** ;MARÇAL, I.***
* Estagiários de nutrição do Centro Universitário São Camilo.
** Docente supervisora de estágio do Centro Universitário São Camilo.
*** Nutricionista da ONG Banco de Alimentos.
O número de crianças e adolescentes no mundo gira em torno de 2,3 milhões e a sua sobrevivência e desenvolvimento articula-se em necessidades básicas. Cada fase da infância corresponde a mudanças, muitas vezes permanentes, no comportamento alimentar. Na adolescência, fase marcada por diversas alterações, é comum a realização de dietas inadequadas e a influência de fatores externos na alimentação. No Brasil, um número crescente de crianças menos favorecidas sócio-economicamente aumenta a demanda por creches e instituições de apoio. Considerando a necessidade evidente destas organizações, atua o Terceiro Setor, onde está inserida a ONG Banco de Alimentos, que assiste a instituição de estudo. O presente estudo teve como objetivo analisar os perfis antropométrico e alimentar de crianças e adolescentes institucionalizados, através da mensuração das variáveis e índices antropométricos, da análise da anamnese alimentar e cardápio oferecido. Foram analisadas 12 crianças e 6 adolescentes com idade entre 1 e 14 anos. Um número maior do que o esperado de crianças apresentou peso elevado para estatura (14,3%), peso elevado para a idade (8,3%) e baixa estatura para idade (8,3%). Entre os adolescentes, o mesmo acontece para baixo IMC para idade (16,7%), deficiência de massa magra (33,3%) e percentual de gordura alto e moderadamente alto (34%). Quanto ao perfil alimentar, foi identificado um excesso no consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, uma aversão ao consumo de legumes e verduras e uso de mamadeiras até os 2 anos de idade. O cardápio de um dia apresentava excessos de carboidratos, pouca variedade, baixa presença de fibras e proteínas e não havia harmonia visual. Devido ao grupo amostral ser muito pequeno, os desvios nutricionais não são representativos, porém mostram uma tendência da população. Assim, considerando o consumo alimentar inadequado, se faz necessário uma participação mais consistente do nutricionista na educação alimentar nesta faixa etária.
Palavras-chave: crianças; adolescentes; hábitos alimentares; antropometria; creches.